Rapazes espancam mendigo até a morte no RJ

Sérgio Toledo

Parece perseguição minha com o Rio de Janeiro, mas não é.

A polícia prendeu em flagrante na madrugada do dia 26 de novembro, no Rio de Janeiro,três homens que espacaram um morador de rua até a morte. O crime foi visto por várias pessoas que passavam pelo local, próximo ao Norte-Shopping. Policiais de uma base militar foram alertados pelas testemunhas e prenderam os agressores, que estavam em fuga.

Os rapazes disseram que o mendigo tirou a calça e correu atrás da irmã de um deles. A moça conseguiu escapar e correu até um bar onde estavam seu irmão e os amigos. Os três homens imediatamente foram atrás do morador de rua e o espancaram até a morte.

Segunda noticiou a Agência Estado, os agressores são um garoto de 10 anos, Thiago Ferraz,21, e Cássio Fabiano Mesquita, 24. Já,no UOL Notícias, os três rapazes são Tiago da Silva Couto,20, Thiago Ferraz, 21 e Cássio Fabiano dos Santos, 24  anos.

De acordo com o departamento policial, os agressores serão  acusados de homicídio qualificado, e se forem considerados culpados podem ser condenados a penas de 12 até 30 anos de prisão.

Nada justifica a ação tomada pelos agressores. A atitude do mendigo também não estava certa, mas é o que diz aquele velho ditado:"Um erro não justifica o outro". O país está cheio disso, e não precisa de mais pessoas com essa índole. Acho que o Rio de Janeiro está ficando mais violento do que a Colômbia.

Na sua opinião, o impulso dos rapazes falou mais alto, ou a ação violenta deles poderia ser evitada? Mande seu recado!

Norte-Shopping: www.norteshopping.com.br

Link das notícias:

Agência Estado

UOL Notícias

Fonte:Jornal Hoje



Escrito por Traficantes de Informação às 17h16
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Sobre a violência...

Daniel Cunha

Mais um episódio da violência em São Paulo. Um empresário paulista foi mantido como refém por três homens durante oito horas ontem em São Paulo. De acordo com o jornal Diário de S.Paulo, o microempresário Luiz Antônio Ferreira, de 51 anos, conseguiu fugir e avisar a polícia. Agentes da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) foram até o cativeiro, no bairro de Cidade Ademar, na zona sul da capital, mas os criminosos já não estavam no local.

Ferreira foi seqüestrado nesta quinta-feira, quando chegava para trabalhar em sua empresa, por volta das 9h. Ele foi levado para uma casa, encapuzado e obrigado a fornecer seus cartões bancários e senhas. Horas depois, o bandido que o vigiava disse que ia sair e o deixou livre para pular uma janela e fugir.

A situação da violência já está insustentável, e nos remete à uma outra questão. A cada dia vemos um novo caso de seqüestro, esta que é uma das piores formas de violência. E o que acontece? A cada dia vemos também mais empresários (não que seja o caso deste homem citado na notícia acima), e pessoas com um ótimo nível social blindando seus carros, investindo em esquemas de segurança para suas residências, ou seja, procurando proteção de qualquer forma. Mas será que isso irá resolver alguma coisa? Esconder-se do mundo em um "casulo", praticamente ignorando o que acontece lá fora? Será que não seria no mínimo mais inteligente para essas pessoas que utilizem seu dinheiro para injetar em projetos que possam melhorar as condições da população, investir na educação de base do nosso país, para que ao menos poupem seus filhos e as gerações futuras de enfrentar os inconvenientes enfrentados por eles? Eu acho que sim, e toda essa proteção buscada pela tecnologia não passa de ilusão, pois mais cedo ou mais tarde essas pessoas serão novamente atingidas pela violência, que também vem se atualizando para poder quebrar esses sistemas...

E você, o que pensa disso? Mande sua opinião.

Fonte: Terra Notícias



Escrito por Traficantes de Informação às 09h20
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Tiroteio aterroriza noite no RJ

Sérgio Toledo

Um tiroteio entre quadrilhas de traficantes, na noite do dia 24 de novembro, causou pânico nas pessoas e obrigou a Polícia Militar a fechar a Avenida Brasil por um hora,no Rio de Janeiro. Outro tiroteio também obrigou o fechamento da Avenida Niemeyer, só que desta vez era ente policiais e traficante do morro do Vidigal.  

Assustados com os tiros, muitos motoristas de ônibus e carros retornavam pela contra-mão da Avenida Brasil, uma das mais movimentadas da cidade. Isso provocou um grande congestionamento para quem seguia até a Zona Oeste da cidade.

Na Avenida Niemeyer, um helicóptero da polícia foi enviado para auxiliar no confronto entre traficantes e policiais. Também foram deslocados para lá o Batalhão de Operações Especiais, a tropa de elite da PM e o Batalhão de Choque. Esse imprevisto internitou a avenida que liga o Leblon a São Conrado, bairros nobres da zona sul.

Nesta mesma semana, escrevi aqui no Caminho do bem... sobre a operação Turismo Seguro, da prefeitura do Rio de Janeiro. Essa ação recolhia crianças das ruas para acabar com o alto índice de roubos e furtos aos turistas. Mas sem dúvida essa ação só recolhe os menores das regiões mais conhecidas e visitadas da cidade, e só protege os visitantes e não a população da cidade.

Mas ao se ler notícias como a que postei agora, o que será que deve pensar um turista? O Rio de Janeiro passa por um momento muito delicado na questão da violência. Não adianta recolher as crianças que vivem no calçadão e deixar que o tráfico se espalhe pelos morros, a insegurança continua a mesma. Violência e Rio de Janeiro foram feitos um para o outro.

A cidade é segura para turistas? E você, visitaria o Rio mesmo com todos esses problemas? Escreva sua opinião!

Batalhão de Operações Especiais (RJ): www.policiamilitar.rj.gov.br/bope/

Fonte: Agência Estado 



Escrito por Traficantes de Informação às 18h48
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Um homem na estrada recomeça sua vida...

Daniel Cunha

Para complementar meu último post falando sobre o movimento Hip Hop, estou deixando aqui uma das letras mais conceituadas do rap nacional, que por si só faz um grande relato sobre a periferia através de uma história, contada pelo rapper Mano Brown, do grupo Racionais Mc's. Na música, além da narrativa feita pelo rapper, ocorre toda uma reflexão envolvendo as principais dificuldades enfrentadas por essas pessoas, marginalizadas pela sociedade. Confiram: 

RACIONAIS MC'S - HOMEM NA ESTRADA
Composição: Mano Brown

Um homem na estrada recomeça sua vida.
Sua finalidade: a sua liberdade.
Que foi perdida, subtraída;
e quer provar a si mesmo que realmente mudou, que se recuperou e quer viver em paz, não olhar
para trás, dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não.
Na Febem, lembranças dolorosas, então. Sim, ganhar dinheiro,ficar rico, enfim.
Muitos morreram sim, sonhando alto assim, me digam quem é feliz,quem não se desespera, vendo
nascer seu filho no berço da miséria.
Um lugar onde só tinham como atração, o bar, e o candomblé pra se tomar a benção.
Esse é o palco da história que por mim será contada.
...um homem na estrada.

Equilibrado num barranco incômodo, mal acabado e sujo, porém, seu único lar, seu bem e seu
refúgio.
Um cheiro horrível de esgoto no quintal, por cima ou por baixo,se chover será fatal.
Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou.
Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou. Numerou os barracos,fez uma pá de perguntas.
Logo depois esqueceram, filhos da puta!
Acharam uma mina morta e estuprada, deviam estar com muita raiva.
"Mano, quanta paulada!".
Estava irreconhecível, o rosto desfigurado.
Deu meia noite e o corpo ainda estava lá, coberto com lençol,ressecado pelo sol, jogado.
O IML estava só dez horas atrasado.
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim, quero que meu filho nem se lembre daqui, tenha uma vida
segura.
Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura e uma "PT" na cabeça.
E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa
o que fazer para sair dessa situação.
Desempregado então.
Com má reputação.
Viveu na detenção.
Ninguém confia não.
...e a vida desse homem para sempre foi danificada.
Um homem na estrada...
Um homem na estrada..

Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual.
Calor insuportável, 28 graus.
Faltou água, ja é rotina, monotonia, não tem prazo pra voltar,hã! já fazem cinco dias.
São dez horas, a rua está agitada, uma ambulância foi chamada comextrema urgência.
Loucura, violência exagerada. Estourou a própria mãe, estava embriagado.
Mas bem antes da ressaca ele foi julgado.
Arrastado pela rua o pobre do elemento, o inevitável linchamento, imaginem só!
Ele ficou bem feio, não tiveram dó.
Os ricos fazem campanha contra as drogas e falam sobre o poderdestrutivo delas.
Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro com o álcool queé vendido na favela.

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê.
Não acredita no que vê, não daquela maneira,
crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo seu café damanhã na lateral da feira,
Molecada sem futuro, eu já consigo ver, só vão na escola pracomer,
Apenas nada mais, como é que vão aprender sem incentivo dealguém, sem orgulho e sem respeito,
sem saúde e sem paz.
Um mano meu tava ganhando um dinheiro,
tinha comprado um carro,
até rolex tinha!
Foi fuzilado a queima roupa no colégio, abastecendo a playboyzadade farinha,
Ficou famoso, virou notícia, rendeu dinheiro aos jornais, hu!,cartaz à policia
Vinte anos de idade, alcançou os primeiros lugares... superstardo notícias populares!
Uma semana depois chegou o crack, gente rica por trás, diretoria.
Aqui, periferia, miséria de sobra.
Um salário por dia garante a mão-de-obra.
A clientela tem grana e compra bem, tudo em casa, costa quente desócio.
A playboyzada muito louca até os ossos!
Vvender droga por aqui, grande negócio.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim,
Quero um futuro melhor, não quero morrer assim,
num necrotério qualquer, como indigente, sem nome e sem nada,
o homem na estrada.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitas,
logo acusaram a favela para variar,
E o boato que corre é que esse homem está, com o seu nome lá nalista dos suspeitos,
pregada na parede do bar.

A noite chega e o clima estranho no ar,
e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranquilamente,
mas na calada caguentaram seus antecedentes,
como se fosse uma doença incurável, no seu braço a tatuagem, DVC,uma passagem , 157 na lei...
No seu lado não tem mais ninguém.

A Justiça Criminal é implacável.
Tiram sua liberdade, família e moral.
Mesmo longe do sistema carcerário, te chamarão para sempre de expresidiário.
Não confio na polícia, raça do caralho.
Se eles me acham baleado na calçada, chutam minha cara e cospemem mim é..
eu sangraria até a morte...
Já era, um abraço!.
Por isso a minha segurança eu mesmo faço.

É madrugada, parece estar tudo normal.
Mas esse homem desperta, pressentindo o mal, muito cachorro latindo.
Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal.
A vizinhança está calada e insegura, premeditando o final que já conhecem bem.
Na madrugada da favela não existem leis, talvez a lei do silêncio, a lei do cão talvez.
Vão invadir o seu barraco, é a polícia!
Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia, filhos da puta,comedores de carniça!
Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta", não são poucos e já vieram muito loucos.
Matar na crocodilagem, não vão perder viagem, quinze caras lá fora, diversos calibres, e eu apenas
com uma "treze tiros" automática.
Sou eu mesmo e eu, meu deus e o meu orixá.
No primeiro barulho, eu vou atirar.
Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém, e o que elesquerem: mais um "pretinho" na febem.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim, a gente sonha a vida inteira e só acorda no fim, minha verdade
foi outra, não dá mais tempo pra nada... bang! bang! bang!

Homem mulato aparentando entre vinte e cinco e trinta anos é encontrado morto na estrada do
M'Boi Mirim sem número.
Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais.
Segundo a polícia, a vitíma tinha vasta ficha criminal."


 

Quem quiser ouvir a música pode encontrá-la no primeiro cd do grupo, Raio-x do Brasil.

Fonte: www.letras.mus.br



Escrito por Traficantes de Informação às 17h42
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Governo apresenta Política Nacional de Desenvolvimento Urbano

Felipe Raboni

Todo cidadão deveria ter direito a uma moradia digna, porém no Brasil esse fato está muito longe da realidade. Em menos de duas décadas o déficit habitacional brasileiro poderá chegar a quase o dobro do atual, passando de 7,2 milhões de moradias, em 2004, para 12,45 milhões de domicílios, em 2023. Para evitar que o problema da falta de moradia se agrave nessa proporção, o Ministério das Cidades avalia que é preciso investir cerca de R$ 12,44 bilhões por ano.

Para conter o crescimento do déficit habitacional, assim como tratar de questões relacionadas a saneamento, transporte, trânsito e planejamento urbano, que são outros direitos negados ao cidadão; o governo federal traçou a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), apresentada nesta quarta-feira (24) durante seminário promovido pelo ministério. Um dos principais pontos é a criação do novo Sistema Nacional de Habitação (SNH), que visa promover o acesso à moradia digna a todos os segmentos da população, especialmente o de baixa renda.

Segundo o ministro das Cidades, Olívio Dutra, a tese central do PNDU é que o país atravessa uma "crise urbana", cuja reversão exige uma política que oriente e coordene os esforços dos três níveis de governo, dos poderes Legislativo e Judiciário, do setor privado e da sociedade civil. "O que se busca é a eqüidade social, maior eficiência administrativa, ampliação da cidadania, sustentabilidade ambiental e respostas aos direitos das populações mais vulneráveis, que são as crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres, negros e índios", ressaltou Dutra, que abriu o seminário ao lado do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes.

Projetos como esse surgem em todos os governos, em toda promessa de campanha, vindo de todos os políticos, para agradar todas as pessoas. Será que esse programa é diferente ou é apenas uma tentativa de o ministro Olívio Dutra mostrar serviço e evitar sua degola na reforma ministerial? A população não tem muitas alternativas se não esperar para ver se dessa vez será diferente.

Será?

Fonte: Agência Brasil - Radiobrás



Escrito por Traficantes de Informação às 07h49
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Pensa bem...

Felipe Raboni

O Rio de Janeiro está um inferno. Deviam prender todos aqueles traficantes bandidos, safados. Deviam matar todos eles, né? Porque prisão perpétua é pouco para quem faz atrocidades de tal nível.

Aham, aposto que você concorda com tudo isso... quanta hipocrisia, esse caos que se tornou a Rocinha começou com grupos rivais disputando pontos de trafico. Mas agora pensa bem, para que serve esses pontos? Para vender droga. Para quem essas drogas são vendidas? Para todo mundo, inclusive você ou um amigo seu, ou um conhecido que certa vez foi a um desses pontos (seja elas no Rio, em São Paulo, São Bernardo ou em Caraguatatuba) comprar um pouquinho de maconha, um vidrinho de lança, ou coisa que o valha.

Onde eu quero chegar? Quero chegar ao ponto de que você é um dos culpados por essa merda toda. Sim sim, há todo um contexto histórico e socioeconomico também, tem outros casos, outros aspectos. Mas sua intenção é pisar na merda?

É muito mais cômodo reclamar de toda essa violência, do governo que não toma atitudes, e no final de semana se juntar com seus amigos e fumar um baseado para relaxar. Não dá para enxergar? Pessoas estudadas, que estudaram em boas escolas particulares, que fazem faculdade. Não dá para enxergar?

Ou você acha que aquelas montanhas de dinheiro que vão parar nas mãos de quem você quer ver morto vêm dos moradores da Rocinha? Eu acho que não heim. Vêm dos moradores do DR ou da Chácara Inglesa? Vêm de Heliópolis ou Alphaville? Quem tem mais dinheiro para jogar fora?

Pensa bem!



Escrito por Traficantes de Informação às 06h52
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Mauá comemora mês da Consciência Negra com exposição

Sérgio Toledo, Daniel Cunha e Felipe Raboni

O Teatro Municipal de Mauá sedia a exposição fotográfica Deuses da Diáspora Negra em comemoração ao mês da Consciência Negra. O objetivo de evento é lutar contra o preconceito e destacar a cultura dos negros no Brasil, lembrar os costumes ea cultura africana e reavivar a memória de Zumbi dos Palmares.

De autoria de Fernanda Procópio, as 40 fotografias mostram terreiros de candomblé, umbanda e festas populares religiosas. No dia 17 de novembro, trajes e orixás, santos de umbanda e utensílios para rituais de candomblé completarão a exposição.

O dia da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro, como já foi divulgado aqui no Caminho do bem... A cultura do povo afro-descendente sempre foi discriminada. Depois de tanta luta está acontecendo um movimento em todo Brasil para valorizar esse segmento do nosso povo. Esperamos que esse movimento continue forte e ganhe cada vez mais força para acabar com as diferenças e os preconceitos raciais.Não custa nada colaborar.

Na sua concepção esse movimento está gannhando força no país? E na sua cidade, como ele está? Comente!

Teatro Municipal de Mauá: www.maua.sp.gov.br/teatro

Fonte: Boletim eletrônico InFoc@



Escrito por Traficantes de Informação às 07h23
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São Carlos tem festival de Hip Hop

Daniel Cunha

O CEU - São Carlos está abrindo as portas para um grande festival de Hip Hop, com grandes batalhas de MC, DJ, Break, Graffiti e um grande Festival de Rap. O maior objetivo do evento é fazer com que os participantes possam alavancar um grande passo para o mercado do Hip Hop. As premiações variam desde a participação em uma coletânea com todos os elementos, até a palestras de informativas que vão de registro de letras até aparição em mídia.

CRONOGRAMA:

6/12 – 1º Eliminatória Festival de Rap / Batalha de MC
7/12 – 2º Eliminatória Festival de Rap / Batalha de DJ
8/12 – 3º Eliminatória Festival de Rap
12/12 – Gravação Ao Vivo Coletânea(Rap, DJ e MC) / Gravação DVD Break / Eliminatória e Final Batalha de Break

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 30 de novembro, podem ser feitas diretamente no CEU - São Carlos, que fica na Rua Clarear, 141 - Jd. São Carlos - próximo ao terminal de ônibus AE Carvalho.
Informações pelo telefone: 6145-4246

O Hip Hop é hoje, para a periferia, um grande aliado na luta contra a passividade e a desinformação. É um movimento que busca conscientizar o jovem e aumentar sua auto-estima, através da expreressão pela arte (grafitti), dança (break) ou na música (rap). Portanto, eventos como esse devem sempre ser divulgados e levados a sério, pois podem estar revolucionando e transformando a cabeça de milhares de jovens que, sem incentivos como este, estariam enxergando um futuro obscuro.

Você conhece o movimento Hip Hop? Sabe quais são seus valores e objetivos reais? Mandem suas respostas...

Fonte: Mundo da Rua

 


Escrito por Traficantes de Informação às 16h17
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Governo combate a escravidão no país

Daniel Cunha

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, afirmou que, desde o início do governo Lula até outubro deste ano, as equipes de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego já libertaram 7.014 trabalhadores que viviam em regime análogo à escravidão. Berzoini participou da abertura da 2ª Jornada de Debates sobre o Trabalho Escravo, ao lado dos ministros Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Nilmário Miranda (Direitos Humanos).

Na avaliação de Nilmário Miranda e Rossetto, para intensificar o combate ao trabalho escravo no país é preciso que o Senado e a Câmara aprovem a PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que prevê a expropriação de terras onde for constatada a exploração de mão-de-obra escrava.

O ministro dos Direitos Humanos declarou que o governo trabalha para que a PEC seja aprovada o mais rápido possível. Lembrou ainda que o presidente Lula reiterou a importância da PEC, que foi aprovada em primeiro turno pela Câmara e já está aprovada pelo Senado, e, portanto, só resta a votação em segundo turno na Câmara.

O governo pode apresentar a libertação de mais de sete mil escravos como uma vitória, mas para o Caminho do bem... não é. É inadmissível que, em pleno século 21, ainda temos que estar discutindo assuntos como a escravidão, algo incompatível com a sociedade moderna. Esperamos que isso um dia acabe, e só lembraremos que havia escravidão no planeta através dos livros de história.

Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE): www.mte.gov.br

Fonte: Folha de São Paulo



Escrito por Traficantes de Informação às 15h44
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Operação retira menores das ruas para acabar com a violência no RJ

Sérgio Toledo

O sexto dia da operação Turismo Seguro, da prefeitura do Rio de Janeiro, para diminuir o número de assaltos aos turistas da cidade, recolheu apenas nove menores, número mais baixo desde o início da ação em 17 de novembro. No total já foram levadas para a central da recepção da Secretaria 197 crianças, porém somente 36 foram encaminhados para o centro de triagem da prefeitura.

Mas a operação encontra alguns problemas como o recolhimnento das mesmas crianças. Para isso, até marcas físicas, como manchas e cicatrizes, serão levadas em conta. "Tem muito menor que já passou por aqui (nessa operação). Vamos tentar cruzar as informações para chegar às famílias delas", declarou o secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia. Ele marcou uma reunião com sua equipe para cruzar as informações das crianças que já foram recolhidas.

Os menores viraram alvo da operação Turismo Seguro porque seriam os principais responsáveis pelos assaltos aos turistas. Mas mesmo com essa ação, a polícia ainda não conseguiu prender o menor de 17 anos suspeito de ter matado o turista espanhol Juan Carlos Ronceiro, de 34 anos, após uma tentativa de assalto no Aterro do Flamengo, zona sul.

Os policiais também estão à procura dos quatro assaltantes que roubaram US$ 20 mil de um grupo de angolanos que trabalhavam na empresa aérea TAAG. Eles estavam dentro de um ônibus de turismo, interceptado no Elevado da Perimetral, na altura da Praça Mauá (zona portuária), no dia 21 de novembro.

Antes do início dos Jogos Olímpicos em Atenas, na Grécia, ações como estas forma tomadas para retirarem das ruas, mendigos, prostitutas, pessoas abandonadas, cachorros, enfim, tudo o que não contribui para a riqueza de uma cidade. Nas transmissões televisivas, nada disso era visto e tudo parecia uma maravilha para quem estava assistindo. Mas você já se imaginou na pele de uma dessas pessoas que foram levadas para um local na periferia de Atenas, e trancadas no período olímpico? Não é justo com o ser humano. Porém nem metade dos que comemoraram as medalhas ganhas nos jogos sabem disso. Muitos dos atletas do terceiro mundo tiveram realidades parecidas com as das dessas pessoas que foram retiradas das ruas da cidade. O Rio de Janeiro não acerta ao fazer isso, se bem que por lá muito coisa está errada. As crianaças é que pagaram o pato.

Na sua opinião essa é a melhor medida para acabar com a violência aos turistas da cidade? Ela realmente vai funcionar? Deixe sua opinião aqui!

Prefeitura do Rio de Janeiro: www.rio.rj.gov.br

TAAG Linhas Aéreas: www.taag.com.br

Fonte: Agência Estado



Escrito por Traficantes de Informação às 14h15
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"O senhor não quer ajudar a deixar a favela menos feia?"

Felipe Raboni

O que o Hotel Reinessance, o Hotel Unique, o Parque ecológico do Tietê, o futuro santuário do Padre Marcelo Rossi, o futuro palácio de cristal do jardim Botânico de São Paulo, a nova biblioteca da favela de Heliópolis e a pintura de 278 casas das ruas da Mina e Paraíba, também na favela; tem em comum??  todas as obras são de autoria de Ruy Ohtake, famoso arquiteto brasileiro.

Um conjunto de obras em Heliópolis serão impulsionadas por Ohtake, que incluem uma biblioteca, que será inaugurada no próximo mês; um cinema de 120 lugares, previsto para inaugurar em fevereiro; um centro cultural e uma galeria para exposições. Ohtake que projetou a fachada do centro, será a primeira obra de um arquiteto de renome em uma favela e deve ficar pronta no final de 2005.

A idéia de Ohtake é que a exclusão social é acompanhada da exclusão territorial e arquitetônica. A favela, para ele, não pode mais ser considerada uma ocupação temporária que, por conta disso, é um amontoado de déficits. A infra-estrutura é atribuição do Estado, segundo ele, mas o resto deve ser uma tarefa de todos.

Tudo isso começou quando em 2003, o líder comunitário João Miranda Neto (presidente da Associação de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco) leu uma reportagem na qual o arquiteto disse que a  maior feiura de São Paulo é a diferença que existe entre a favela de Heliópolis e o Morumbi. Após ler a reportagem, Miranda entrou em contato com Ohtake e lhe pediu para o ajudar a deixar a favela menos feia.

Uma simples ligação de um líder comunitário pôde transformar a cultura e a auto-estima (principais objetivos de Ohtake) de 100 mil habitantes. Este fato leva a pensar o que cada um pode fazer por sua comunidade. Pequenos atos podem levar a grandes conquistas. Miranda deu sorte de encontrar Ohtake, mas todos podemos mudar algo, mesmo não sendo uma pessoa renomada como o arquiteto. Cabe a cada um tomar atitudes, fazer, unir a comunidade, buscar apoio, ou seja, fazer nossa parte para melhorar a comunidade, a cidade, o mundo em que vivemos.

O que você vai fazer agora?  

 

Fonte: Folha de São Paulo - Cotidiano - domingo, 21 de novembro de 2004



Escrito por Traficantes de Informação às 08h42
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Favela tem banco e moeda própria

Daniel Cunha
 
A ousadia e a criatividade de uma associação de moradores do Ceará transformou a vida de 30 mil moradores de uma favela em Fortaleza, carente de infra-estrutura e serviços públicos: sem recursos para resolver seus problemas ou acesso a financiamentos bancários, a Associação de Moradores do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, decidiu criar seu próprio banco, que não cobra juros, e também sua moeda.
 
O Banco Comunitário Palmas foi criado em 1998, buscando promover o desenvolvimento integrado e sustentável da comunidade, com linhas de financiamento, dinheiro local e um cartão de crédito. O sistema financeiro utilizado na criação do Banco de Palmas reproduz, em microescala, o mesmo utilizado pelas nações: dentro de suas fronteiras, apriosiona-se a riqueza em uma moeda local, que pode ser convertida numa moeda de troca (dólar, euro ou outra), para negócios externos. No caso de Palmeiras, a moeda local, a Palmas, é convertida em Real.
 
Segundo a representante do Banco Palmas, Socorro Alves, o banco foi criado em virtude da necessidade e da carência da população. "A Associação percebeu que precisava criar algum instrumento de geração de renda. Disso surgiu a proposta de criar um banco comunitário com sistemas de crédito para o consumo e para a produção. Com isso, financiamos pequenos empreendimentos e contribuímos com uma rede de sócio-economia solidária dentro da própria comunidade", explica.
 
Iniciativas como essa mostram que quando a sociedade civil atua onde o Estado é ausente os resultados podem surpreender, e são um grande incentivo para que as pessoas tentem encontrar soluções para melhorar o lugar ou o ambiente onde vivem.
 


Escrito por Traficantes de Informação às 08h32
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Joio do trigo

Felipe Raboni

Falamos muito neste blog iniciativas boas de ONGs em favelas, e em benefício da população carênte. Mas também existe o outro lado da moeda, ONGs que não se aprofundam nas causas sociais, apenas criam eventos chamativos para a imprensa, para criar uma boa imagem frente a população. É o que diz Ferréz em seu artigo para a Caros Amigos.

Ferréz é escritor, autor de Capão Pecado (Labortexto) e Manual Prático do Ódio (Objetiva). Em seu artigo ele destaca atitudes de ONGs que visitam escolas que não tem nada, que nunca receberam nenhum tipo de assistência da ONG, mas que um dia, aplicam um "falso projeto" só para aparecer na mídia. Ele se refere principalmente ao projeto Criança Esperança e à Rede Globo de Televisão.

Veja o que diz Ferréz: " A coisa virou uma piada, a ponto de uma certa ONG doar pras escolas um pano branco e pedir pras crianças desenharem coisas que elas queriam, e depois voltarem com grandes meios de comunicação (entenda-se Rede Globo) para filmar aquelas crianças dizendo: 'Se eu não tivesse aqui, eu ia ser ladrão'. 'Se eu não tivesse aqui, eu ia usar droga.' Mas que merda, meu irmão também tava lá, foi manipulado também, e ele apareceu no Plin Plin, só que eu tento não deixar nada faltar pra ele, e conversando com os amigos dele eu descobri que aquilo para eles também não tem sentido, aquelas pessoas eles nunca viram antes, mas foram associados a projetos como o Criança Esperança, que não tem o que mostrar, então passa nas escolas e mostra qualquer um, né? Pobre é tudo igual.
E de longe é tudo preto mesmo."

E continua: "Numa dessas escolas, a dona é amiga minha, isso mesmo, a dona, porque a escola é particular, é uma pequena creche que tem perto do Novo Santo Amaro, ela perguntou para o cunhado, que é o Bolha, meu parceiro de palestras (eta mundo pequeno), se devia dar o pano para as crianças pintarem, ele olhou para o muro desabado que ela não tem condições de levantar, olhou para a situação daquela escolinha, olhou as crianças brincando com aqueles brinquedos improvisados e teve vontade de chorar, puta exploração, nunca foram lá fazer trabalho nenhum, trabalho que eles capitalizam tanto, que eles arrecadam tanto, montando matérias, implantando falsos projetos."

Nâo cabe ao Caminho do bem... julgar se o projeto Criança Esperança é digno, se a iniciativa da Rede Globo é boa ou ruim. Cabe apenas deixar o alerta para todos que querem colaboram com algum projeto social, para que pensem se realmente se trata de um projeto honesto. Existem muitos projetos bons, de ONGs boas, assim como existem muitos projetos interesseiros, que visam apenas o benefício próprio e não da comunidade. Cada um deve distinguir as que realmente se preocupam das que tem apenas interesse comercial.

Afinal, quem precisa mais do seu apoio, o projeto Criança Esperança, de uma das maiores redes de televisão do mundo e que conta com doação de milhares de Reais por milhares de pessoas; ou alguma ONG de sua comunidade? 

Caros Amigos: http://carosamigos.terra.com.br/

Criança Esperança: http://redeglobo6.globo.com/CEsperanca/0,,1867,00.html

Rede Globo de Televisão: http://redeglobo3.globo.com/home/



Escrito por Traficantes de Informação às 08h11
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Fundador do Teatro Negro

Sérgio Toledo

No meu último post escrevi o nome de Abdias Nascimento. Você sabe quem é ele?

Abdias Nascimento foi o fundador do TEN (Teatro Exprimental do Negro), no Rio de Janeiro. Foi a primeira manifestação teatral modernista dos afro-descendentes. No final dos anos 30 e início dos 40, Nascimento teve notória participação em movimentos anti-rascistas em São Paulo, sua cidade natal.

O TEN foi fundado após Abdias retornar ao Brasil de uma viagem a Lima, no Peru. Lá ele assistiu O Imperador Jones, de O´Neil, representado por um ator branco pintado de negro. Essa prática era comum na época, inclusive no Brasil, já que os negros eram considerados incapazes de contracenar profissionalmente.

Depois disso, surgiu na capital paulista o Teatro Experimental do Negro de São Paulo (TENSP), conhecido como Teatro Popular Brasileiro, liderado por Solano Trindade. O TENSP proporcionou o desenvolvimento das artes-cênicas aos afro-descendentes paulistanos.

Pela luta e deteminação de Abdias Nascimento, o negro conquistou seu espaço no teatro. Teatro no Brasil que é tão pouco valorizado, seja ele branco ou negro. O abandono das artes é o abandono da cultura e o esvaziamento do conhecimento.

Você conhece algum grupo de teatro que luta por uma causa e ainda não conseguiu espaço? Conte para todos!



Escrito por Traficantes de Informação às 06h47
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